
Desde que tudo me cansa,
Comecei eu a viver.
Comecei a viver sem esperança...
E venha a morte quando
Deus quiser.
Dantes, ou muito ou pouco,
Sempre esperara:
Às vezes, tanto, que o meu sonho louco
Voava das estrelas à mais rara;
Outras, tão pouco,
Que ninguém mais com tal se conformara.
Hoje, é que nada espero.
Para quê, esperar?
Sei que já nada é meu senão se o não tiver;
Se quero, é só enquanto apenas quero;
Só de longe, e secreto, é que inda posso amar. . .
E venha a morte quando Deus quiser.
Mas, com isto, que têm as estrelas?
Continuam brilhando, altas e belas.
Fonte: http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=65
Percebe-se no poema acima que a sabedoria,título da obra, vem com as esperiências: alegrias, tritezas, dificuldades, frustrações vividos pelo homem, lhe tirando as vezes as esperanças e os fazendo entender a brevidade da vida, que tudo passa por mais difícil que pareça ser. E que a vida e a morte se separa por um fio de existência. Mas o que importa é a intensidade das coisas vividas no presente.
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